domingo, 17 de abril de 2016

Toscana



             


Castello Banfi,típico “hotel-vinícola” da Toscana.


            A palavra “vinho” costuma evocar sensações, momentos, pré-conceitos e lugares. Sensações geralmente festivas; momentos de alegria ou romantismo, pré-conceitos como os seus benefícios à saúde e ao suposto retardamento do envelhecimento. E lugares. Provavelmente, lembraremos do sul do nosso país, reconhecido produtor de rótulos de crescente qualidade, inclusive a nível internacional; de Portugal, com seus afamados tintos, vinhos verdes e fortificados; dos nossos vizinhos sul-americanos, tão comuns nas gôndolas de supermercados (e não por isso desprezíveis, pelo contrário); da “toda-poderosa” França, o país a ser batido; e também da “Bota”, a querida Itália.

            A imagem da mesa de almoço farta, com a família ruidosa reunida é um estereótipo bastante arraigado em nossas mentes. Assim como o vinho tinto servido à mesa em tais ocasiões. Aos iniciados, mesmo que “levemente”, no mundo do vinho, a Itália é associada aos seus vinhos de cepas autóctones, muitas por sinal: vinhos majestosos, profundos e aclamados internacionalmente. Mas, em um pedaço do país, alguns produtores também optaram por expressar seus “terroirs” através de cepas... francesas. Este “pedaço”, um dos mais belos da Península Itálica, é a Toscana.



Sua História

            A Toscana já era habitada pelos etruscos por volta do século VIII a.C. A Etrúria, por sinal, abrangia as regiões da Toscana e boa parte do Lácio e da Úmbria. Os etruscos eram apaixonados pela cultura do vinho, tendo-a importado, junto com o cultivo das oliveiras, do mundo grego, como atestam diversos achados arqueológicos nas últimas décadas (em 2013, foi comprovada, através de ânforas e prensas de pedra na região de Montpellier, a introdução da viticultura pelos etruscos em solo francês).



Ruínas da antiga cidade etrusca de Lattara, atual Lattes, nas proximidades de Montpellier, França. No detalhe, local onde foi localizada grande quantidade de ânforas.



            Os etruscos implantaram na região a agricultura e a mineração, bem como a infraestrutura de transporte necessária para escoar sua produção. Também foram responsáveis pela criação do alfabeto latino, adaptado do grego. No entanto, em 509 a.C, Tarquínio, último rei etrusco de Roma foi deposto, e foi implantada a República romana (a influência deste povo na política e cultura romanas era muito grande).




Teatro Romano, em Volterra: ateste da ocupação romana na Toscana.



            A região vivenciou a ascensão e queda do Império Romano, e certamente foi a implementadora de diversas melhorias no cultivo da uva para fins de vinificação. Após a queda de Roma em 476, a região foi transformada em província do Império Romano do Oriente (Império Bizantino): porém, em 568, estes foram expulsos da região pelos lombardos, povo germânico da Europa setentrional. Este reinado durou cerca de 2 séculos: logo os francos, fundadores do Sacro Império Romano-Germânico, ocupariam a Toscana. Estes empossaram os condes de Luca, um dos principais centros da região, como seus senhores. Sua influência era tal a ponto de interferir na escolha dos papas, à época. Sua última representante, Matilde de Toscana (Matilde de Canossa), faleceu em 1115 e, em seu testamento, legou a posse da região para os Estados Pontifícios, o que desagradou o Sacro Império Romano-Germânico, adversário daqueles à época.




Matilde de Toscana (Basílica de São Pedro, Vaticano).


           
Neste ínterim, pouco a pouco as principais cidades da Toscana obtiveram sua independência, tornando-se comunas, as quais combateriam regularmente as investidas do Sacro Império sobre a região. Ainda sobre este contexto de rivalidades e escaramuças entre o Sacro Império e os Estados Pontifícios (papado), as cidades tomaram seu partido: enquanto Luca, Pisa e Pistoia posicionavam-se ao lado deste último, a cidade de Florença posicionava-se a favor do Sacro Império. Essa divisão, intensificada quando da definição do novo monarca o qual assumiria o Sacro Império, era personificada pelas facções dos guelfos (apoiadores do “candidato” apoiado pelo papado) e gibelinos (apoiadores do “candidato” apoiado pelo Sacro Império).




Guelfos e Gibelinos.



Até então, Pisa, com sua vocação mercantil, era a cidade mais influente e poderosa da região. No entanto, após divergências com a emergente Florença e sua derrota perante esta na Batalha de Meliora (1284) marcaram o seu declínio e definitiva ascensão florentina. Em pouco tempo, Florença tornar-se-á uma das mais influentes cidades de toda a Europa, sob o comando enérgico da família Médici.





Brasão dos Médici.



Neste período de efervescência cultural, bancado pelo poderio econômico dos Médici, onde alguns dos maiores artistas da história da Humanidade puderam exercer livremente sua arte (Donatello, Michelangelo, entre outros), um dos vinhos produzidos na região já era altamente reputado. O Chianti era servido nos melhores jantares da época e gozava de grande prestígio por toda a península Itálica. Sobre este, há uma lenda a qual envolve o direito sobre o uso do nome Chianti no rótulo dos vinhos:


Em meados do século XVII, Siena e Florença viram-se envolvidas em disputas e questões envolvendo limites territoriais. Para resolver a desavença, as cidades chegaram a um acordo: haveria uma disputa envolvendo 2 cavalos, um de cada cidade, e cada um deveria partir, ao cantar do galo na alvorada, em direção à cidade “rival”. O ponto em que ambos os cavaleiros se encontrassem determinaria a fronteira dos domínios das cidades. E também poderia utilizar o nome ‘Chianti’ em seus vinhos.

Siena escolhera um galo forte e saudável para o cantar da alvorada, ao contrário de Florença, a qual escolheu um galo negro e mal nutrido. Uma vez que este último tinha fome, acordou primeiro, dando vantagem ao cavaleiro florentino: ambos se encontraram muito próximos da cidade de Siena.”




Selo representativo dos vinhos conhecidos como “Chianti Clássico”, com a alusão ao “galo negro”.



            Após o término do domínio dos Médici sobre a região (1737), a mesma passou pelo domínio de diversos reinos europeus até que, em 1799, a França de Napoleão Bonaparte ocupa a Toscana, porém sem sucesso: uma revolta popular expulsou os estrangeiros. Porém em vão: em 1800, após a Batalha de Marengo, a região torna-se novamente possessão francesa, situação que perduraria até 1814. Em 1860, após plebiscito realizado, a Toscana tornou-se uma comuna pertencente ao Reino da Itália, situação que perdura até os dias atuais.

            Enquanto isso, no mesmo ano, Ferrucio Biondi-Santi produzia em Montalcino, comuna próxima à cidade de Siena, um vinho tinto produzido à base de uma variedade da cepa autóctone Sangiovese, a Sangiovese Grosso (Brunello). O vinho imediatamente adquiriu uma excelente reputação, porém até 1950 sua fama permaneceria circunscrita à região. Somente após este ano o conhecido Brunello di Montalcino ganharia o mundo. Em 1980, o governo italiano decretou a criação da DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) Brunello di Montalcino.




Biondi-Santi DOCG Brunello di Montalcino.



            No final dos anos 1960, a Tenuta San Guido, localizada em Bolgheri, produz o vinho Sassicaia, à base da cepa tinta francesa Cabernet Sauvignon. O rótulo não obedecia às regras exigidas para recebimento do “selo” DOC em seu rótulo; porém, na década seguinte, os vinhos produzidos com cepas “estrangeiras” na região passam a receber a denominação “supertoscanos”, vinhos que fariam muito sucesso na década de 1980 e contribuiriam para acentuar a já grande fama da região em produzir grandes vinhos.




Sassicaia Cabernet Sauvignon 1968: o precursor dos vinhos “supertoscanos”.
           


           
Sua Localização



Localização da Toscana (em vermelho) no território italiano.


            A Toscana localiza-se no centro-norte da Península Itálica, delimitada ao norte pela província de Emília-Romagna, a oeste pela Ligúria e pelo Mar Tirreno, a leste pelas províncias da Úmbria e Marche, e ao sul pelo Lácio, província onde localiza-se a capital do país, Roma.




Seu Clima e Solo

           
            O macroclima na região da Toscana é do tipo “mediterrânico”, ou seja, possui estações bem definidas, com verões secos e invernos de temperaturas instáveis. Devido a topografia bastante irregular, a vinicultura beneficia-se com tal relevo, devido às diferenças de incidência solar nos vinhedos plantados sobre as colinas, bem como as variações significativas de temperatura entre o dia e a noite.

            Quanto ao solo, podemos dizer que há um verdadeiro mosaico deles na região. No nordeste, ele é predominantemente calcário. Próximo aos Montes Apeninos, as já citadas colinas são de origem vulcânica, pontuadas por “ilhas” argilosas e arenosas. Próximo aos principais rios que percorrem a região (Arno, Orta e Ombrone, entre outros), predominam os solos arenosos, compostos de rochas sedimentares e cascalho.
Suas Sub-Regiões



Vinícola Fratelli Triacca, Maremma.


            Uma vez berço de vinhos internacionais, é de se esperar uma regulamentação rigorosa e detalhada da Toscana. Abaixo segue um mapa vinícola da região:




Mapa vinícola da Toscana.



            Abaixo, segue relação das denominações regulamentadas existentes na Toscana, considerando as denominações oficiais IGT, DOC e DOCG:



Denominação IGT:

- Alta Valle del Greve IGT
- Colli della Toscana Centrale IGT
- Maremma Toscana IGT
- Vallagarina IGT
- Val Di Magra IGT
- Montecastelli IGT
- Toscano o Toscana IGT



Denominação DOC:

- Ansonica Costa dell’Argentario DOC
- Barco Reale di Carmignano DOC
- Barco Reale DOC
- Bianco della Valdinievole DOC
- Bianco dell’Empolese DOC
- Bianco di Pitigliano DOC
- Bianco Pisano di San Torpè DOC
- Bianco Vergine della Valdichiana DOC
- Valdichiana DOC
- Bolgheri DOC
- Bolgheri Sassicaia DOC
- Candia dei Colli Apuani DOC
- Capalbio DOC
- Colli dell’Etruria Centrale DOC
- Colli di Luni DOC
- Colli di Luni Vermentino DOC
- Colline Lucchesi DOC
- Cortona DOC
- Elba DOC
- Grance Senese DOC
- Maremma Toscana DOC
- Montecarlo DOC
- Montecucco DOC
- Monteregio di Massa Marittima DOC
- Montescudaio DOC
- Terre di Casole DOC
- Terre di Pisa DOC
- Moscadello di Montalcino DOC
- Orcia DOC
- Parrina DOC
- Pomino DOC
- Rosso di Montalcino DOC
- Rosso di Montepulciano DOC
- San Gimignano DOC
- Sant’Antimo DOC
- Sovana DOC
- Terratico di Bibbona DOC
- Val d’Arbia DOC
- Val D´Arno di Sopra DOC
- Val di Cornia DOC
- Valdichiana Toscana DOC
- Valdinievole DOC
- Vin Santo del Chianti DOC
- Vin Santo del Chianti Classico DOC
- Vin Santo di Montepulciano DOC



Denominação DOCG:

- Brunello di Montalcino DOCG
- Carmignano DOCG
- Chianti DOCG
- Chianti Classico DOCG
- Elba Aleatico Passito DOCG
- Montecucco SangioveseDOCG
- Rosso Val di Cornia DOCG
- Survereto DOCG
- Morellino di Scansano DOCG
- Vernaccia di San Gimignano DOCG
- Nobile di Montepulciano DOCG


            Como é possível notar, a variedade da produção vinícola na Toscana é enorme; por isso, detalharemos somente algumas de suas regiões mais conhecidas e importantes:


- Maremma Toscana IGT e DOC: no extremo sul da Toscana, na fronteira com o Lácio, encontra-se esta região, onde são produzidos vinhos tintos, fortificados, rosés, brancos, de sobremesa e espumantes, utilizando-se das cepas Trebbiano , Vermentino , Malvasia branca,  ,Sangiovese , Ciliegiolo , Ansonica , Chardonnay , Sauvignon , Alicante , Cabernet Sauvignon , Cabernet Franc, Canaiolo tinta , Merlot , Syrah e Viognier;


- Bolgheri DOC e Bolgheri Sassicaia DOC: famosas por serem as pioneiras na introdução de cepas clássicas francesas na região, os vinhos daqui adquiriram fama internacional a partir dos anos 1970. Tornou-se uma denominação DOC em 1983, e podem utilizar em seu corte as cepas Sauvignon , Vermentino , Trebbiano , Cabernet Sauvignon , Merlot , Cabernet Franc , Syrah e Sangiovese. São produzidos rótulos tintos, brancos e rosés. Para a DOC Bolgheri Sassicaia, a única exigência é que seus rótulos tintos possuam ao menos 80% de Cabernet Sauvignon;


- Rosso di Montalcino DOC: denominação mais simples em relação a DOCG Brunello di Montalcino, dada a legislação mais branda em relação a esta, porém origem de vinhos de ótima qualidade. Uma das diferenças em relação aquela denominação reside no tempo de envelhecimento do vinho produzido;


- Vin Santo del Chianti Classico DOC e  Vin Santo di Montepulciano DOC: o “vin santo” é um estilo próprio de vinho de sobremesa da Itália, particularmente nas províncias da Toscana e Úmbria. É produzido a partir da desidratação de cachos de uvas brancas, o que aumenta a sua concentração de açúcar. Na Toscana há 2 denominações DOC mais conhecidas pela sua produção, surgidas nos anos 1990: Chianti Classico e Montepulciano. A principal diferença é a possibilidade de utilização da cepa branca autóctone Grechetto nestes últimos;


- Brunello di Montalcino DOCG: na província de Siena, mais precisamente na comuna de Montalcino, é produzido aquele que, junto com os Barolos da região do Piemonte, é um dos vinhos mais longevos em termos de envelhecimento da Itália. Trata-se da primeira região do país a ter recebido a denominação DOCG, em 1966. Sua origem remonta ao início do século XIX, através dos estudos de Clemente Santi acerca da cepa tinta autóctone Sangiovese, em especial de uma variedade conhecida como Brunello. Em 1860, seu neto Clemente produziria a primeira safra, que já revelara-se excepcional. Os vinhos tem de ser obrigatoriamente varietais da cepa, podendo receber o complemento “Reserva” se disponibilizados para o mercado após 6 anos da safra, 2 anos em barricas de carvalho e 6 meses envelhecido em garrafa;


- Chianti DOCG e Chianti Classico DOCG: duas das mais afamadas denominações da Itália, Chianti e Chianti Classico foram alçadas a denominação DOC em 1967, elevadas a DOCG em 1996. A legislação vigente nesta região permite somente a cepa tinta Sangiovese (Chianti) ou no máximo 20% de outras cepas tintas “adequadas” a Toscana (Chianti Clássico). Os primeiros registros históricos dos vinhos “Chianti” datam de 1398; em 1716, os Médici outorgaram a três cidades da Lega Del Chianti a produção do vinho, tornando-se a primeira Denominação de Origem conhecida (marca até hoje contestada pelos portugueses, que entendem que a primeira região demarcada para produção de vinhos tenha sido a DO Vinho do Porto, em 1756);


- Elba Aleatico Passito DOCG: o vinho “passito” é um produto da desidratação das uvas. Há três formas de desidratar a uva: secagem ao sol sobre esteiras, secagem em local coberto especial e secagem do cacho na própria videira. As primeiras referencias a este vinho datam da Idade Média, com a sua elaboração pelos templários na ilha de Chipre. Para os passitos produzidos nesta DOCG (a mais importante e prestigiosa denominação existente para este estilo de vinho), há importantes regras quanto a quantidade de videiras por hectare e concentração de uvas por videira: sua produção deve incluir tão somente a cepa tinta Aleatico, plantadas exclusivamente na ilha de Elba;


- Nobile di Montepulciano DOCG: com origens que remontam ao século XVI, mais precisamente a aldeia de Montepulciano, localizada no sudeste da Toscana, esta denominação foi alçada a categoria DOC em 1966, e desde 1980, uma DOCG. Para sua produção, deve haver um percentual de 70% de Sangiovese, podendo o restante ser de outras cepas tintas “adequadas” a Toscana;


- Carmignano DOCG: esta denominação, bem como Bolgheri e Bolgheri Sassicaia, permitem a inclusão de um percentual de cepas clássicas francesas: além das tradicionais tintas Sangiovese, Canaiolo tinta e as brancas Malvasia Bianca, Trebbiano e Canaiolo branca, também são permitidas tanto a Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, que inclusive devem fazer parte do corte.




Suas Castas


            A Toscana deve muito de sua fama internacional no mundo vinícola não somente pela utilização das cepas francesas em seus rótulos, em algumas regiões, mas talvez e principalmente à tinta Sangiovese, base de seus Chiantis e Brunellos di Montalcino.

                


Sangiovese.



            Largamente cultivada na Itália, e em quantidades bem menores em países como Argentina, EUA e Austrália, a Sangiovese também é conhecida pelos seguintes nomes: Sangiovese Grosso, Brunello, Uva brunella, Morellino, Prugnolo, Prugnolo Gentile, Sangioveto, Tignolo e Uva Canina. Na região da Toscana podemos identificar o cultivo de 03 variedades: a Piccolo, largamente cultivada; a Grosso, a qual engloba, entre outras, a sub-variedade Brunello; e a Prugnolo Gentile, utilizada na DOCG Nobile di Montepulciano. Gera vinhos de grande elegância, boa acidez, complexidade e incrível versatilidade. O clima e solos da região são perfeitamente adequados ao cultivo da cepa.

            Também são onipresentes na região cepas como a Vermentino, Trebbiano, Canaiolo e Malvasia Bianca (brancas) e Canaiolo (tinta), além da presença já mencionada das cepas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.




Seus Principais Produtores

            Seguem nomes de alguns dos mais renomados produtores da Toscana:


  • Antinori
  • Avignonesi
  • Baricci
  • Biondi-Santi
  • Carpineto
  • Castell’in Villa
  • Castello Banfi
  • Castello dei Rampolla
  • Castello di Ama
  • Castello di Volpaia
  • Fattoria dei Barbi
  • Fattoria Selvapiana
  • Fèlsina
  • Fonterutoli
  • Il Palagio
  • Isole e Olena
  • Le Chiuse
  • Le Potazzine
  • Le Ragnaie
  • Marchesi de Frescobaldi
  • Monsanto
  • Montenidoli
  • Poggio Argentiera
  • Poggio di Sotto
  • Riecine
  • Rocca Delle Macie
  • Salvioni
  • Siro Pacenti
  • Stefano Amerighi
  • Tenuta di Valgiano
  • Tenuta Dell’Ornellaia
  • Tenuta San Guido
  • Tenuta Sette Ponti
  • Val delle Corti
  • Valdicava




Vinho Degustado: Rocca Delle Macie Moonlite 2013 (Toscana IGT)





                       
            Vinho produzido pela jovem Rocca delle Macie, vinícola fundada em 1973 após aquisição da propriedade pelo cineasta Italo Zingarelli. Zingarelli ficou famoso na época de ouro do cinema italiano (anos 1950 e 1960) como roteirista de grandes classicos. É mais conhecido no Brasil pelos filmes "western-spaghetti" feitos com a dupla Terence Hill + Bud Spencer (Trinity). Rocca delle Macie possui uma área de 200 hectares de vinhedos, além de produzir azeite, distribuídas em propriedades localizadas em Maremma e Chianti. Das propriedades desta última, três eram antigos burgos, adaptados atualmente para a produção de vinhos. O mesoclima do vinhedo o qual dá origem ao rótulo avaliado é tipicamente mediterrâneo e o rótulo é uma pequena constelação branca (assemblage de Chardonnay, Pinot Grigio, Trebbiano d' Abruzzo e Vermentino). Ao vinho:



Análise Visual

Visual límpido, de baixa intensidade, borda incolor, núcleo amarelo palha, tons esverdeados;


Análise Olfativa

Aroma de média intensidade, primário, de amêndoas, cítrico, maçã verde;


Análise Gustativa

Seco, sabor de alta intensidade de maçã verde e amêndoas, corpo médio, álcool médio para baixo, acidez alta. Persistência ótima, final corretíssimo.


Considerações Finais

            Saboroso, vivo, Belo corpo: acompanha bem aves grelhadas, truta e salmão ao molho de alcaparras, frutos do mar, ou solo.


Pontuação: 89 FRP





Vinho Degustado: Balzi Fratti 2014 (Chianti DOCG)





            A vinícola Castellani, produtora existente desde fins do século XIX, quando da criação do empreendimento pelo patriarca Alfred Castellani em Montecalvoli, utiliza de preceitos sustentáveis em todas as etapas de produção de seus vinhos. Em sua história passou por severos obstáculos, como um grave problema de erosão em seu vinhedo original em 1966 e, no Ano Novo de 1982, um incêndio atingiu sua sede; porém, a determinação da família sempre prevaleceu sobre as adversidades. Seus vinhedos mais importantes estão localizados em Santa Lúcia, no Vale do Rio Arno, no centro-norte italiano.

O vinho avaliado enquadra-se nas regras exigidas para que possa ostentar em seu rótulo que trata-se de um DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), a mais alta denominação existente na Itália. Neste caso, um Chianti (corte das cepas Sangiovese, Canaiolo e Ciliegiolo). Ao vinho:



Análise Visual:

Visual límpido, de média intensidade, borda rubi clara com tons violáceos e núcleo rubi;


Análise Olfativa:

Aromas primários, de alta intensidade, remetendo a fruta vermelha bem madura e um delicioso caramelo;


Análise Gustativa:

Seco, de sabor acentuado, acidez alta e taninos gostosos, corretos, apresentou corpo intenso, e álcool médio para alto. O sabor é frutado, suculento. Persistente.


Considerações Finais:

Volumoso, possante, ainda jovem, enfim, itálico, de boa tipicidade: vai evoluir mais um pouco. Um belo Chianti. Massas ao molho vermelho e carnes vermelhas ao forno são excelente acompanhamento.


Pontuação: 90 FRP





Fontes:

Quattro Calici:
http://www.quattrocalici.it/

Wikipedia:

Revista Adega:

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Guigal





            Krug. Margaux. Romanée-Conti. Nomes que, naturalmente, evocam três dos mais poderosos e míticos vinhos produzidos no mundo e, concidentemente ou não, na França. Oriundos, respectivamente, de Champagne, Bordeaux e Borgonha, são representantes dignos e merecidos de suas regiões. Porém, de algumas décadas para cá, um novo nome vêm se afirmando em uma região também tradicional produtora de excelentes rótulos e, com muita dedicação e merecimento, em breve deve figurar no panteão dos lendários produtores. Seu nome: Guigal. Do Vale do Rhône, região já apresentada por este blog (o que você pode conferir aqui).




Etienne Guigal.



            Uma história iniciada em 1910, com o nascimento de Etienne Guigal, membro de uma família de origem pobre do sul da França. Com o falecimento de seu pai em 1924, Etienne teve de começar a trabalhar. Arranjou um emprego na então poderosa vinícola Vidal Fleury. Foi neste período, em que após 15 anos dentro da empresa tornou-se “Maître de Chai” (uma espécie de supervisor do processo produtivo de uma vinícola: um dos cargos mais importantes possíveis), que Etienne viria a conhecer Marcelle. Esta trabalhava para uma família da nobreza francesa, no Château d'Ampuis. Casaram-se e, em 1946, Etienne fundou sua própria vinícola, a E. Guigal, em Ampuis, no coração da sub-região de Côte-Rôtie.





Domaine Vidal Fleury, nos dias atuais.





O Château d'Ampuis.



            No entanto, em 1961, Etienne ficara completamente cego, o que obrigou o seu filho Marcel, de 18 anos, a assumir o controle da vinícola. Porém, mesmo tão jovem, e sob as orientações de seu pai, Marcel logo mostraria a que veio. Cinco anos depois, a E. Guigal lançou o La Mouline, seu primeiro vinho clássico, um corte majoritariamente de Syrah e pequeno percentual de Viognier. Trata-se de um vinho de produção muito limitada, geralmente a 450 caixas. As cepas (oriundas de vinhas muito antigas) são vinificadas em separado, e amadurecem por cerca de 40 meses em barricas de carvalho novas.



La Mouline.
           
           
           
            Alguns anos depois, Marcel deixaria a Viognier de lado na produção de outro futuro ícone, o La Landonne, um varietal 100% Syrah. As vinhas são mais jovens do que as de La Mouline, e o solo é o ideal para o cultivo da cepa. Por ocupar uma área maior, a produção do La Landonne é estimada em torno de 1000 caixas.




La Landonne.



            Até este momento (meados dos anos 1970), a E. Guigal era uma vinícola consolidada, mas ainda a ter descoberto o potencial de seus vinhos, o que ocorreu quando o renomado crítico americano Robert Parker teve a oportunidade de degustar e avaliar seus vinhos (incluindo os carros-chefe supracitados). Os vinhos de Guigal são, em geral, frutados, oleosos e muito longevos – características muito apreciadas por Parker – e o veredicto dado pelo crítico foi de que aqueles vinhos eram os melhores que até então ele havia provado. Parker concedeu, portanto, notas altíssimas aos rótulos de Guigal, e graças a estes, a Côte-Rôtie passou, a partir de então, a rivalizar em pé de igualdade com as já afamadas denominações Hermitage e Chateauneuf-du-Pape.

            Diante do repentino sucesso de crítica (Landonne e Mouline obtiveram seguidas notas 100 RP nas safras subseqüentes à primeira crítica), Marcel adquiriu, em 1984, o Domaine Vidal Fleury, onde Etienne havia iniciado sua carreira como vinicultor. No ano seguinte, Marcel lançaria seu terceiro icônico vinho, La Turque: de um minúsculo vinhedo, com cerca de 30 anos de idade, surge um corte de 93% Syrah e 7% Viognier, do qual são produzidas anualmente somente 400 caixas.




La Turque.



            Em 1989, morrem Etienne Guigal e sua esposa, Marcelle. Porém, em 1995, o filho de Marcel, Philippe, torna-se o enólogo da vinícola. Em paralelo, Marcel adquire o Château d'Ampuis, onde sua mãe trabalhara quando conheceu Etienne. Desde então, a expansão dos domínios de Guigal pelo Vale do Rhône não parou: hoje possuem vinhedos em quase todas as sub-regiões, inclusive nas afamadas Hermitage e Chateauneuf-du-Pape, enquanto seus tradicionais vinhos continuam alcançando notas altíssimas da crítica especializada – e, consequentemente, preços também altíssimos.




Marcel e Philippe Guigal.
  


            Krug. Margaux. Romanée-Conti. Guigal.



sábado, 13 de fevereiro de 2016

Marlborough





Vinhedo próximo a Blenheim, maior cidade da região de Marlborough.


            O verão. Época adorada por muitos brasileiros, pelo calor, pela coincidência com o período de férias escolares, pelo Carnaval, pela possibilidade de aproveitar os dias próximos às suas belas praias...

            O Brasil é um dos maiores consumidores absolutos de bebidas alcoólicas, sendo que, dentre estas bebidas, reina a cerveja, dado o seu preço acessível e o grau de penetração das megacervejarias país afora. Consumo este que, em períodos quentes como o verão, aumenta substancialmente. O vinho, dentro do contexto sociocultural brasileiro, ainda possui uma certa aura premium, o que dificulta uma maior presença nas mesas nacionais (exceto pelos espumantes, este com aceitação um pouco mais ampla). Além destes, certamente o vinho branco é um dos que apresenta maiores possibilidades de “conquista de terreno”, tendo como possível e provável carro-chefe os refrescantes e ácidos varietais da cepa francesa Sauvignon Blanc: o Chile já descobriu seu potencial, produzindo ótimos vinhos. Um mercado a ser melhor explorado.

            Esta é a faceta mais conhecida da Sauvignon Blanc. Há outras, porém, relativamente pouco conhecidas no Brasil, as quais demonstram sua versatilidade e “poder”. Além de sua terra-natal, uma região muito distante consegue extrair talvez os exemplares mais poderosos e opulentos desta cepa: a região de Marlborough, na Nova Zelândia.



Sua História

            Não se sabe exatamente quando a ocupação humana iniciou-se na região de Marlborough: acredita-se que no início do século XII os maoris (aborígenes nativos) tenham-se instalado na parte costeira da região, próximos à atual cidade de Blenheim. Viviam do extrativismo da vida marinha e da agricultura, sobretudo do cultivo da kumara (batata doce).




Gravura européia do século XVII contendo as primeiras impressões acerca dos maoris.



            Após uma passagem rápida pelo explorador inglês Abel Tasman pelas ilhas neozelandesas em 1642, estes retornaram à região em 1769, quando o também explorador inglês James Cook mapeou quase todo o litoral do atual país. Após o início da efetiva colonização do território, foi realizada a divisão da ilha em províncias, no ano de 1853. Marlborough, à época, era parte integrante da província de Nelson e, após diversas reivindicações de seus colonos, obteve sua separação em 1859. Nas três décadas seguintes, a descoberta de ouro na região levou a um breve período de boom desenvolvimentista e expansionista da região; porém, foi a introdução da pecuária (ovinos) na região quem garantiu a estabilidade econômica a longo prazo, transformando o local em um dos dois principais criadouros do país (ao lado de Canterbury).




Criação de ovinos em Marlborough.


            Desde a sua colonização até o início dos anos 1970, a cultura da uva na região privilegiava o plantio das variedades americanas, resultando em produtos modestos, dado o potencial do local. Em 1836, foi criada a New Zealand Temperance Society, que, em termos práticos, combateu o consumo de bebida alcoólica de forma análoga ao ocorrido nos EUA quase 100 anos depois. Some-se a este estado de coisas o fato de a filoxera ter chegado ao país por volta de 1895, e o que se viu foi a predominância do plantio de cepas americanas, imunes à praga.




Freeth’s Wine Cellar, 1899.



No entanto, logo o potencial da região e do país como um todo seria devidamente explorado: a Vitis Vinifera fora introduzida, houve um rearranjo dos produtores ao longo da década, e a área cultivada sofreu forte redução de mais de 25%.




Plantio de Sauvignon Blanc, anos 1970.


A região de Malrlborough logo descobriria uma cepa com potencial enorme em seu terroir, a qual geraria vinhos de enorme qualidade e consolidaria a fama de todo o país entre os produtores em nível global: seus varietais da cepa branca Sauvignon Blanc tomaram de assalto o mundo vinícola a partir dos anos 1980, conquistando distinções internacionais, o que tornou os grandes vinhos locais desta casta incrivelmente caros. Atualmente a região goza de grande prestígio, produzindo rótulos de diversas cepas e diversos valores (tendo como referências seus Pinot Gris, Rieslings, Pinot Noirs, Chardonnays e, em menor escala, cepas tintas francesas), porém sempre reputando pela sua ótima qualidade e tendo a Sauvignon Blanc como seu carro-chefe.

           
           
Sua Localização



 Localização do distrito de Marlborough (em vermelho) no território neozelandês.



            Marlborough localiza-se na ilha sul do arquipélago da Nova Zelândia, em sua extremidade setentrional, sendo delimitada ao norte pelo Estreito de Cook, ao sul pelo distrito de Canterbury, a oeste pelo distrito de Nelson (do qual se emancipou em 1859) e a leste pelo Oceano Pacífico. Sua maior e mais importante cidade é Blenheim, com cerca de 31.000 habitantes.





Mapa de Marlborough.



Seu Clima e Solo

Marlborough possui em torno de 62% dos vinhedos neozelandeses. O clima da região é oceânico, marítimo, com grandes variações de temperatura: alta incidência solar durante o dia e noites bastante frescas. A neblina típica das manhãs auxilia a proteção das vinhas perante o sol incessante. Com isso, os níveis de acidez conseguem ser mantidos em níveis bem altos. Em sua costa oriental, as brisas marítimas, em conjunto com a proteção concedida pelas cadeias de montanhas ali existentes, favorecem a formação de um clima ameno e protegido de excesso de chuvas.

O solo da região é predominantemente antigo, profundo, pedregoso e de boa drenagem. A bacia hidrográfica da região, por sua vez, contribuiu para a formação também de bolsões de solos areno-pedregosos, assentado sobre uma camada profunda de cascalho. Ao sul, a argila aparece com mais freqüência, o que favorece, em conjunto com o clima, a produção de tintos da cepa Pinot Noir.



Suas Sub-Regiões




Vinícola Rippon.



            Marlborough é dividida essencialmente em 3 sub-regiões, a saber:

            -           Southern Valleys: no centro de Marlborough, apresenta solo essencialmente de argila e clima frio e seco. Diversas cepas cultivadas, com destaque para a Pinot Noir;

            -           Wairau Valley: mais setentrional, esta sub-região apresenta diversos mesoclimas, desde locais mais secos e frios ao interior até regiões mais frescas, beneficiadas pelas brisas marítimas. Também apresenta diversidade de solos, desde o cascalho e aluvião próximo aos rios como também solos pedregosos e relativamente estéreis. Própria para a produção de vinhos com caráter mais jovem, frutados e encorpados; e

            -           Awatere Valley: ao sul de Wairau, trata-se da sub-região mais bem delineada. De clima frio e seco, e de relevo bastante acidentado, suas vinhas são de rendimento baixo, o que dá origem a excepcionais tintos varietais da cepa Pinot Noir, bem como Sauvignon Blancs de renome internacional.




Suas Castas

            Há um implícito conceito de que Marlborough (e a Nova Zelândia, como um todo) possui um clima semelhante ao da Borgonha, na França e, portanto, as uvas melhores adaptadas a climas mais frios dão origem aos seus melhores vinhos. Não deixa de ser uma verdade parcial: realmente, cepas típicas daquela região francesa encontraram terreno muito propício por aqui, como a branca Chardonnay e a tinta Pinot Noir. No entanto, sem dúvida alguma a cepa mais bem-sucedida na região apresentou um nível de versatilidade que transcende o tipo de clima existente no leste francês.

            Originária da região francesa de Bordeaux, onde são produzidos rótulos primorosos, e posteriormente plantada no francês Vale do Loire, a partir de onde atingiu reputação mundial, a cepa branca Sauvignon Blanc encontrou no macroclima marítimo de Marlborough e em seus solos a condição ideal para exprimir em forma de vinho uma grande mineralidade em seus aromas e sabores, algo que vagamente remete aos grandes vinhos brancos alemães, à base da cepa Riesling. Em outras regiões do mundo, como no Chile (Vale de Casablanca) e em San Rafael (Argentina), seus aromas estão muito mais próximos de frutas carnosas, como maçã ou pêra, diferentemente do Vale do Loire, onde aparecem, além da alta acidez, um caráter defumado que pode ser chamado de “marca registrada” desta região.





Sauvignon Blanc.



            Apesar de relativamente versátil, embora haja clara preferência por climas mais frescos, a Sauvignon Blanc não se adapta bem a climas quentes. O que não ocorre quanto ao tipo de solo: do calcário ao pedregoso, passando pelos argilosos, a Sauvignon Blanc exprime caráter diferente, porém nunca desagradáveis.

            A Sauvignon Blanc, através de cruzamento com a cepa tinta Cabernet Franc, deu origem à também tinta Cabernet Sauvignon. Atravessou a fronteira de sua terra natal pela primeira vez em 1880, chegando à Califórnia: as mudas vieram diretamente do Chateau d’Yquem, produtor dos mais caros (e provavelmente os melhores) vinhos de sobremesa do mundo. Chegaria à Nova Zelândia no século XX, onde atualmente responde por 17.000 há de área cultivada: para se ter uma noção da hegemonia desta cepa na região, a Pinot Noir, segunda cepa mais cultivada em Marlborough, ocupa somente 2.000 há de área cultivada!

            Além das 3 cepas citadas acima, também possuem relevância os vinhedos das cepas brancas Pinot Gris, Riesling, Gewürztraminer e Viognier; há discretas plantações das cepas tintas Syrah e Tempranillo.




Seus Principais Produtores

            Seguem nomes de alguns dos mais renomados produtores de Marlborough:


  • Allan Scott;
  • Astrolabe;
  • Ata Rangi;
  • Auntsfield;
  • Awatere River Wine Company;
  • Barkers Marque;
  • Bladen Wines;
  • Blind River;
  • Bouldevines;
  • Brancott Estate;
  • Catalina Sounds;
  • Charles Wiffen Wines;
  • Churton;
  • Clark Estate;
  • Clifford Bay;
  • Clos Henri;
  • Cós Marquerite;
  • Cloudy Bay;
  • Crowded House;
  • Darling Wines;
  • Dog Point Vineyard;
  • Fairbourne Estate;
  • Folium Vineyard;
  • Forrest Estate;
  • Foxes Island Wines;
  • Framingham Wines;
  • Fromm Winery;
  • Drylands Wines;
  • Eradus Wines;
  • Georges Michel Wine Estate;
  • Gibson Bridge;
  • Giesen Wines;
  • Herzog Estate;
  • Harwood Hall;
  • Highfield;
  • Huia Vineyard;
  • Hunters Wines;
  • Isabel Vineyards;
  • Jackson Estate;
  • Johanneshof Cellars;
  • Jules Taylor Wines;
  • Konrad Wines;
  • Lake Chalice Wines;
  • Lawson’s Dry Hills;
  • Marisco Vineyards;
  • Maven Wines;
  • Mount Fishtail;
  • Mount Riley;
  • Mud House;
  • Nautilus Estate;
  • Omaka Springs Estate;
  • Opawa Wines;
  • Oyster Bay Wines;
  • Red Deer Wine;
  • Ribbon;
  • Summerhouse Wines;
  • Rock Ferry Wines;
  • Saint Clair;
  • Sileni Estates;
  • Southbank Estate;
  • Stanley Estate;
  • Tupari Wines;
  • Vavasour Wines;
  • Villa Maria Estate;
  • Whitehaven;
  • Yealands Estate;
  • Staete Landt;
  • Two Rivers;
  • Wairau River Wines.





Vinho Degustado: Peter Yealands Pinot Gris 2013 (Awatere Valley, Marlborough)





                        
            A Yealands Estate é uma premiada vinícola neozelandesa que prima pela produção sustentável de vinho. Premiada em 2014 como a “Vinícola do Ano” no país. Criada em 2008 pelo polivalente Peter Yealands, ele já realizou de tudo um pouco na vida: foi tosador de ovelhas, montou uma empresa de construção civil, foi um dos pioneiros em seu país na indústria de mexilhões e, desde 2008, trabalha com vinhos. Seus produtos vêm gradativamente ganhando prêmios nacionais e internacionais.

            O rótulo avaliado é um varietal da cepa branca Pinot Gris, uma das castas mais bem-sucedidas no país, e foi merecedor de elogios da crítica especializada do país, quando do lançamento. Ao vinho:


Análise Visual

Visual límpido, baixa intensidade, borda incolor, núcleo amarelo palha;


Análise Olfativa

Aroma de média intensidade, primário, de nozes, pêra, fruta de caroço e algo de mel;


Análise Gustativa

Seco, de média acidez, sabor de média intensidade de mel e fruta , corpo médio, álcool médio para alto, persistência boa.


Considerações Finais

Elegante, equilibrado, com certo dulçor. Boa companhia para carne suína magra e peixes oleosos, bem como peru e faisão assados.


Pontuação: 89 FRP



Fontes:

Revista Adega:

New Zealand Wine: